quarta-feira, 6 de maio de 2009

"Gargouille"

9 de Abril - de tarde

Visita à Catedral de Notre Dame, passeio a pé pelo Quartier Latin e visita à Torre Eiffel

Catedral de Notre Dame

A catedral de Notre-Dame de Paris, considerada por Victor Hugo como o paradigma das catedrais francesas, estabeleceu o modelo ideal do templo gótico, constituindo um dos exemplos mais equilibrados e coerentes deste período. Foi erguida na Ile de la Cité, no centro do rio Sena, sobre os restos de duas antigas igrejas, por iniciativa do bispo Maurice de Sully.

Joana D'Arc

Esta tarde começou com a visita à Catedral de Notre Dame. Os onofrinhos gostaram muito do imponente monumento, mas dedicaram uma especial atenção às gárgulas! Queriam saber tudo acerca destas figuras quiméricas.
Seguidamente, passeámos pelo Quartier latin, andámos à beira rio e, finalmente, dirigimo-nos para a Torre Eiffel, esperávamos subir ao piso mais alto para contemplarmos a cidade. Mas havia greve dos trabalhadores e uma manifestação a decorrer mesmo por baixo da torre e ficámos impossibilitados de a subir. Nisto de manifestações e de greves, os franceses não brincam e por mais que lhes explicássemos que estava paga a subida e que era injusto ficarmos sem o dinheiro dos bilhetes... Eles argumentaram com: "A greve só tem impacto quando prejudica alguém...". E não nos devolveram o dinheiro despendido: "Só devolveriam se houvesse uma avaria ou coisa parecida, em caso de greve nunca..."

"Ó professora, qual o significado das gárgulas?"

Gárgulas

Crê-se que as gárgulas começaram por ser aplicadas para embelezar os orifícios por onde as águas escorriam dos telhados.

Já em algumas edificações gregas, ao longo dos rebordos dos telhados inclinados, nas extremidades destes e, eventualmente, também ao longo das paredes, existiam pequenas caleiras para recolha da água das chuvas, que era canalizada para orifícios por onde se escoava. Em alguns casos, a água era conduzida para baixo por uma conduta, cuja extremidade inferior encaixava por detrás da escultura de uma cabeça de leão, de modo que a boca jorrasse a água para longe.

Mas seria sobretudo na época medieval, mais precisamente no período entre os séculos XII e XV, a partir da construção das grandes catedrais góticas, que as gárgulas viriam a popularizar-se na Europa Ocidental, principalmente na França. Porém, nessa altura, as temáticas representadas tinham já recebido influências de outros povos e culturas, como os Celtas e os Normandos, embora sob o olhar atento da Igreja de Roma.

As gárgulas começaram por ser peças em madeira ou cerâmica e só após se ter generalizado o uso da pedra para essa finalidade é que surgiu a possibilidade de passar a esculpir as figuras com maior riqueza de pormenor.

Tal como sucedia nas construções gregas, um dos motivos mais apontados para a utilização das gárgulas refere a necessidade de conservação das obras arquitectónicas, de fazer com que a água das chuvas que se abatia sobre os edifícios fosse captada após escorrer pelas paredes, para que fosse projectada para longe, evitando assim que se infiltrasse nas paredes e no solo junto aos alicerces, onde acabaria por dissolver as argamassas e arruinar as alvenarias, ou que desgastasse as pedras exteriores, trazendo perigo à estabilidade da construção.

Para que essas tão necessárias goteiras não destoassem no conjunto harmonioso de toda a edificação, surgiu a hipótese de as ornamentar com esculturas. Porém, pelo menos de início, isso só acontecia nos edifícios de maior porte ou nas construções pertencentes aos mais abastados, já que se tratava de um tipo de trabalho bastante caro para a época – à semelhança do que ocorria com outras figuras no interior dos templos, as gárgulas também eram ricamente pintadas e algumas chegavam a receber ornamentos dourados.


Sobre a origem da palavra “gárgula”, uns afirmam que se refere ao gorgolejar da água quando passa através de um orifício; outros que provém do termo latino “gorgulio”, ou do francês “gargouille”, ambos significando “garganta”. Esta última tese apoia-se na Lenda de “La Gargouille”: uma história popular medieval conta que, no século VII, vivia numa gruta à beira do Rio Sena, um dragão chamado “Gargouille” que saía da toca para engolir barcos e pessoas. Os aldeões locais viviam aterrorizados e todos os anos sacrificavam uma vítima ao dragão, na tentativa de o acalmar. O povo foi salvo por um padre, que prometeu derrotar o dragão, se ali fosse erguida uma igreja e se todos os habitantes concordassem em ser baptizados. Após um combate decisivo, o padre arrastou o corpo do monstro para a aldeia e pegou-lhe fogo. Porém, a cabeça e o pescoço do dragão não se queimaram e foram pendurados numa parede da igreja.

Alguns pesquisadores defendem que estes seres grotescos eram protectores. O aspecto assustador, especialmente de noite, deveria manter à distância dos edifícios as forças do mal e os ladrões!



Rio Sena

Torre Eiffel


A Mena na cozinha

Gratinado de soja com legumes

1 cebola
1 dente de alho
azeite
pimento laranja
pimento vermelho
pimento verde
1 curgete
salsa
sal
pimenta
noz moscada
1 chávena de soja granulada
1dl de vinho branco
1dl de caldo de carne
6 ovos
batatas fritas "palha"
natas com cogumelos

Pique a cebola e o alho e aloure em azeite. Ponha a soja de molho durante 10 minutos. Junte os legumes cortados aos pedaços (os pimentos às tiras e a curgete aos quadrados) ao refogado. Refresque com o vinho branco e deixe apurar um pouco. Escorra a soja, espremendo-a bem para lhe retirar toda a água

e junte-a aos legumes. Adicione o caldo de carne ao preparado anterior e deixe cozinhar. Tempere com sal, pimenta e noz moscada.

Entretanto, bata os ovos com um pouco de salsa picada e mexa-os num fio de azeite. Tempere com sal e pimenta.

Num pirex, coloque no fundo os ovos mexidos misturados com a batata frita.

Deite por cima o preparado dos legumes com a soja.

Verta as natas com cogumelos por cima do preparado e leve ao forno.

Sirva com uma boa salada.
Bom apetite!


Trabalhinho:

Porta-chaves e embalagem feita com um rolo de papel de cozinha (reciclar é preciso)



Miminho


Deixo-vos este miminho que veio daqui. Obrigada, Rebeca e Jota Cê!

9 comentários:

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Mena,

Você sempre tão carinhosa com a gente, adoro isso, sabia?

Estou aqui no aeroporto esperando meu voo... e já não vejo a hora de abraçar meu Jota Cê.

Beijo grande, menina linda.

Rebeca

-

Mary disse...

Mena, este manu é a minha cara chapada! Cada vez curto mais a soja e essa legumeira toda deixa-me muito feliz! hihihi:)
Gratinado ainda não testei, mas é uma belíssima ideia e vai comigo, para saborear em breve! Adorei! :)

Eunice Martins disse...

ola minha querida amiga Mena que belas imagens amiga França é mesmo muito linda, até agora tenho adorado todo esse passeio, amiga como sempre a receita é maravilhosa, os trabalhos ficaram lindos e o mimo adorei e agradeço por nunca se esquecer de mim,beijos e já o levo.

artes_romao disse...

boa noite,td bem?
hummm,ainda ha os belos momentos em paris...
mt bem.
adorei as novidades.
e aproveito p agradecer tb o miminho.
fika bem,jinhos***

mfc disse...

Um post e duas músicas da Elis Regina...
Já não saio daqui!

Maria Cusca disse...

Olá amiga, continuo a adorar a viagem. Foi pena não podermos, subir a Torre Eiffel, mas enfim são situações que acontecem e temos que aceitar, será para a próxima.
As foto continuam lindas (belo fotografo).
Belo gratinado, tem um óptimo aspecto.
O trabalhinho, está muito giro e gostei muito da ideia da embalagem.
Já levo o selinho, obrigada.
Jinhos grandes e fico à espera, para ver onde vamos a seguir

Chocolate disse...

olá querida!
vim desejar-te bom fim de semana. beijinhos!!

gasparzinha disse...

Os vitrais de Notre Dame são uma loucura de tão lindos!
:)

Nile e Richard disse...

Oi Nena.
Lindas imagens.Aliás tudo muito bonito.
Feliz dia das mães para voce.
Tem mimo flor no meu blog,espero que aceite é de coração.
abços.Richard.