quarta-feira, 20 de maio de 2009

Vamos fazer um chá?


Fui, com algumas colegas, ao CCC, a um workshop sobre o chá, foi bastante interessante. Vejam o que aprendi:

O chá é a segunda bebida mais consumida em todo o mundo, sendo bebidas duas mil milhões de chávenas de chá todos os dias.

Pode ser definido pela sua cor (Preto, Verde, Vermelho, Branco...), pelos seus nomes exóticos (Oolong, Darjeeling, Ceilão...), e pelos seus aromas florais (Camélia, Rosa, Jasmim...).
Para além disto, tem propriedades medicinais, combatendo a formação de células cancerígenas, inflamações, o envelhecimento...

Tradicionalmente, o chá está dividido em três categorias principais: Preto,Verde e Oolong, diferenciando-se pelo processamento das folhas.

Esta classificação está relacionada ao chá preparado com folhas da Camelia sinensis, a verdadeira planta do chá. Dentro de cada uma das categorias, há diversas misturas mais ou menos conhecidas, como o Pekoe, Darjeeling ou Ceilão.

O chá branco foi introduzido recentemente no mercado português dos chás, sendo feito igualmente a partir da Camellia sinensis, mas cujas folhas são tratadas de forma diferente dos chás tradicionais. É o chá mais delicado de todos. Produzido especialmente na China, o chá branco é primariamente produzido na província de Fujian. Feito exclusivamente dos novos rebentos de folhas que são apanhados, antes de abrirem, no início da primavera, posteriormente são secos lentamente a temperaturas baixas.
N
o entanto, existem inúmeras outras plantas que se dedicam à preparação do “chá” ou, mais precisamente, infusões ou tisanas. Também elas são muito agradáveis ao paladar e podem ter propriedades medicinais.

O chá é tradicionalmente usado, nos seus países de origem, como uma bebida benéfica à saúde em vários aspectos.
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ecentemente, cientistas têm-se dedicado aos estudos dos efeitos do chá sobre o organismo, bem como conhecer melhor as substâncias que promovem esses efeitos.Alguns estudos já demonstraram que o chá preto é eficaz como antioxidante e neuro estimulante, tendo sido aplicado em estudos contra o cancro e a epilepsia. E o que chá verde demonstra propriedades músculo-relaxantes, com efeitos sobre a hipertensão e ulcerações no aparelho digestivo.
S
egundo alguns textos ligados à medicina natural e ao mundo da ervanária, existem alguns chás e infusões que podem aliviar certos tipos de mal-estar.

No entanto, há que ter em conta que todos os tipos de chá são ricos em cafeína e saponinas que, quando ingeridas em excesso podem causar danos no organismo.


Vamos preparar um chá?

Para que o chá mantenha todas as suas propriedades e sabor, existem alguns cuidados a ter em conta.

1. Encha uma chaleira com água fresca e agite para oxigenar. Se a água da zona for muito rica em minerais (calcário, por exemplo) deverá usar-se água engarrafada.

2. Enquanto a água aquece, escalde o Bule onde irá servir o chá. Sempre que possível, opte por recipientes de porcelana ou vidro, pois não alteram o sabor do chá.

3. Quando a água começar a ferver introduza o chá. Coloque uma saqueta por chávena ou três por bule.

4. Assim que a água ferver, desligue o lume. Tenha em conta que, quanto mais água ferve, mais oxigénio perde o que diminuirá a qualidade do chá.

5. Verta o chá para o Bule e deixe repousar durante 5 minutos.

6. Se pretende preparar um chá mais forte aumente a quantidade de chá e deixe repousar por menos tempo. Deve ter sempre o cuidado de não deixar o chá repousar por mais de 6 minutos pois tornará o sabor muito amargo.

7. Agite ligeiramente o chá antes de o passar para as chávenas.


Para se fazer um bom chá, deve primeiro escaldar o bule onde o vai servir.

• Conte com uma colher de chá por cada pessoa e mais uma para o bule.

• Em vez de água corrente, faça o chá com uma água mineral leve.

• Coloque uma casca seca de laranja no bule ainda vazio. O perfume da laranja dá ao chá um aroma delicioso.

• Para evitar que o chá turve, junte-lhe uma pitada de bicarbonato de sódio.

• O chá fica com um gosto especial se os cubos de açúcar forem previamente respigados com sumo de laranja ou de limão.

• Ao fazer refresco de chá, reserve uma certa quantidade para congelar. Obterá, assim, cubos gelados de chá, ideais para refrescar a bebida sem lhe alterar o sabor.

• O calor e a luz estragam o chá. Guarde-o em latas hermeticamente fechadas, colocadas em local fresco e seco. Tenha o cuidado de o guardar bem longe de produtos com cheiros fortes.

• O chá não tem qualquer valor calórico, se não adicionar açúcar.

O chá é proveniente das folhas da Camellia sinensis. Actualmente, cerca de 3 mil produtos levam o nome de chá mas, na verdade, podem ser considerados chás mesmo, somente aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis. Ou seja, aqueles que nós chamamos de chá de hortelã, erva-cidreira e outros são, para sermos mais correctos, tisanas ou infusões.

A partir das folhas da Camellia sinensis é possível obter diferentes tipos de chá e, dependendo do tipo de tratamento a que são sujeitas, dividi-los nas seguintes categorias:

Verde - As folhas vão para a secagem após a colheita. O seu sabor é um tanto amargo. As folhas são apenas passadas pelo calor, imediatamente após a colheita, evitando, assim, a fermentação. O chá Gyokuro (gotas de orvalho), do Japão, é considerado um dos melhores - as suas folhas são cobertas com tela antes da colheita e, assim, preservam a clorofila e perdem tanino, ficando adocicadas.

Preto - As folhas sofrem um processo de fermentação que confere ao líquido um tom avermelhado escuro e um sabor intenso. As folhas são colocadas em tanques fechados até fermentarem. Depois elas são aquecidas e desidratadas.

Oolong - Sofre um processo de fermentação muito curto. Uma secagem rápida é feita logo após a colheita. Depois as folhas vão para um tanque, para fermentar, mas o processo é interrompido no início. O sabor é suave. Este chá é o menos comum no mundo ocidental.

Aromatizados - Qualquer chá, independentemente do tratamento pelo qual tenha passado, pode receber a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura com o seu.


Lenda do chá

A história começou na China antiga, há mais de 5.000 anos. Segundo a lenda, o imperador Shen Nung era um governante hábil, um cientista criativo e patrocinava as artes. As suas leis esclarecidas incluíam, entre outras coisas, a obrigatoriedade de, por razões de higiene, se ferver toda a água para beber. Num dia de Verão, visitava ele uma região remota do seu reino, parou para descansar com a sua corte. Obedecendo à lei, os criados começaram a ferver água para a corte beber. Durante o processo, caíram no recipiente umas folhas secas de um arbusto próximo e o líquido adquiriu uma cor dourada. Sendo um cientista, o imperador interessou-se por esse líquido, bebeu uma parte e considerou-o muito refrescante e agradável. E foi assim que, segundo a lenda, se criou o chá.

E qual era então o nome do arbusto que deixou cair algumas folhas, dando origem a uma bebida tão agradável e que goza de justa popularidade mundial? Era uma camelia sinensis, um arbusto que cresce em variadas partes da Ásia. Em Portugal, também os Açores produzem a planta a partir da qual fazemos tão deliciosa bebida.


Em 1662, a princesa portuguesa Catarina de Bragança casou com o rei de Inglaterra, Carlos II e no dote levou, entre outras coisas, o hábito de beber chá que os marinheiros do seu país traziam do outro extremo do mundo.

D. Catarina, filha de D. João IV, irmã de D. Afonso VI, casou com Carlos II, rei de Inglaterra e da Escócia, em 30 de Maio de 1662.
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Ao contrário do que os ingleses afirmam, o chá foi importado pela primeira vez para a Europa pelos Portugueses. A Rainha de Inglaterra, Princesa de Portugal, D. Catarina de Bragança, levou para esse país o hábito de beber chá.
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Afonso Lopes Vieira, faz eco do facto em dois versos dirigidos aos ingleses:
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E para te ensinar a ser correcto já
Coloquei-te na mão a xícara de chá.

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É por isto que os portugueses dizem que uma pessoa tem "falta de chá" para dizer que é mal educada.
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Além de responsável pela introdução do chá nos costumes do povo britânico, também apresentou o garfo à corte inglesa.
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Em 1664, New Amsterdam, que até estava na posse dos holandeses, passou a chamar-se New York, em honra do Duque de York, irmão do Rei da Inglaterra, Carlos II. O Rei, em homenagem a sua esposa, Catarina de Bragança , deu a um bairro da cidade o nome de Queens, que ainda hoje é assim denominado.

Cerimónia do chá (China)

Habitualmente, os chineses não utilizam um bule na preparação do seu chá, mas pequenas canecas individuais, onde depositam as folhas sobre as quais vertem água quente. A caneca é coberta com uma tampa especial que permite beber o chá sem engolir as folhas. Ao longo do dia, as mesmas folhas vão sendo utilizadas para várias infusões.
A arte de beber e servir chá tem um papel preponderante na Cultura Chinesa, inspirando artes como a Música e a Poesia. Diz-se mesmo que qualquer relação cimentada no gosto mútuo pelo chá durará, certamente, toda a vida.
Desde há séculos, o ritual de preparar e beber o chá tem ocupado um lugar muito especial no coração e mente da aristocracia chinesa, oficiais do governo, intelectuais, poetas e, por fim, de toda a população quando o seu consumo se democratizou.
A cerimónia chinesa dá ênfase ao chá, mais do que ao próprio ritual: apreciar a descoberta do sabor, do aroma, comparar o sabor de uma taça de chá com a que se degustou anteriormente, ou em sucessivas rodadas, assume a máxima importância.
A cerimónia não significa que cada participante execute o ritual da mesma forma – não se trata de uma religião. Cada passo deve constituir uma experiência sensorial.
A maior parte dos chás utilizados na cerimónia chinesa cresce nas montanhas de Taiwan, a grandes altitudes. São chás particularmente requintados, como os oolong – levemente fermentados – ou os vermelhos, habitualmente designados chás pretos (moderadamente ou muito fermentados).
Este estilo de beber chá serve-se de taças pequenas a par de pequenos bules de grés; cada taça tem a capacidade exacta para dois pequenos goles de chá e são particularmente utilizadas nas províncias chinesas de Fujian e Chiujao e na costa sudeste da China, a norte da cidade de Cantão. Em Shanghai e Pequim é mais frequente utilizarem-se taças maiores. Foi durante a Dinastia Ming que se difundiu a prática de beber chá, apareceram os primeiros bules fabricados na terra de Yi Xing, cidade situada a oeste de Shanghai. Beber chá era então um acto social requintado que deu origem a um Manual do Chá, Cha Su, que descreve com rigor cada etapa da sua preparação.
Depois de aquecida a água à temperatura adequada, passa-se o bule pela água quente. Com uma colher de bambu ou madeira, enche-se aproximadamente 1/3 do bule com folhas de chá e deita-se-lhe a água quente por cima, sobre um tabuleiro especial, para onde a água correrá. Primeiro, deve encher-se o bule de água até meio, de forma a lavar as folhas, escoando-a imediatamente, deixando apenas as folhas húmidas. Em seguida, enche-se o bule até cima com mais água quente, tapa-se e deita-se mais água sobre o bule. A infusão não deverá ser demorada; a primeira deve durar apenas 30 segundos. Em menos de um minuto, deverá deitar-se o chá nas taças num movimento contínuo sobre as mesmas, para que elas se encham ao mesmo tempo. O sabor de cada taça deverá ser exactamente o mesmo.
Depois de feita a infusão, o chá pode ser coado para um outro bule, que será servido ao ritmo de quem bebe. É possível fazer entre 3 a 5 infusões com as mesmas folhas. Para uma segunda infusão, deve esperar-se mais 10 segundos; para as seguintes, mais 15 segundos. O objectivo de cada infusão é obter o sabor das anteriores. A mestria de quem serve é, precisamente, medida pela consistência do sabor.
Preparado desta forma, o chá é bem mais forte do que o chá preparado de forma comum; deve ser saboreado como um licor e bebido em pequenas quantidades. Cada objecto utilizado, cada gesto executado tem como finalidade realçar os sabores e aromas do chá, o que faz desta cerimónia, antes de tudo, uma arte da degustação


Durante o workshop, provámos vários tipos de chá. No final, tocou um grupo de Jazz. Foi um serão muito agradável.


A Mena na cozinha

Medalhões de Novilho com Beringela

4 batatas
4 Medalhões de novilho
2 c. (sopa) de azeite

2 Dentes de alho
1 beringela
1 dl de vinho branco
Sal
Pimenta

Alho em pó
1 dl de Azeite
1 Chávena de café pronto
2 dl de natas

Descasque e corte as batatas às rodelas. Num tabuleiro untado com azeite, forme conjuntos de batatas às camadas. Tempere com sal, pimenta e alho em pó. Regue com o azeite e leve ao forno a 200 graus, cerca de 30 minutos.

Corte a beringela às rodelas e coloque-as num tabuleiro de ir ao forno, mas com o cuidado de não as sobrepor. Tempere-as com um fio de azeite, sal grosso, alho em pó e oregãos secos. Vão a forno bem quente por mais ou menos 8 minutos.


Tempere previamente os medalhões com sal, alho em pó e pimenta.


Core os medalhões no azeite e junte os alhos esmagados e o vinho e deixe ferver. Junte o café e as natas. Ferva até obter um molho espesso e cremoso.

Sirva a carne com o molho e acompanhe com as batatas e a beringela. Decore com grãos de café.


Trabalhinhos:

Lençol

Vela


Miminho

Este selinho veio daqui. Obrigada, meninos!

13 comentários:

Maria Cusca disse...

Aceito com muito prazer......
Uhmmmmm estava delicioso...
Mas assim os medalhões de vitela terão que ficar para amanhã!!!
Agora vou deitar-me e enroscar-me, nestes magníficos lençóis, mas antes tenho que levar o miminho...
Jinhos amiga, adorei

Brunette disse...

Olá Mena!
Mas que convite tão simpático para tomar chá! Apesar de ser uma grande apreciadora de café, o chá faz parte da minha rotina diária. Aprecio o chá verde, mas o meu favorito é o branco.
Muito obrigada por mais um miminho.
bjos

M. Céu Fernandes disse...

Olá querida Mena.
Adorei o post sobre o chá, que é uma das minha bebidas favotiras! Depois os medalhões devem estar uma delícia!
Bjs,
m. Céu

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Mena,

Chá? Estou até imaginando esse chá que você vai fazer... além de dar aquela vontade de provar, até sinto o aroma no ar...

Você é uma querida, menina linda.

Beijo grande.

Rebeca

-

olharapus disse...

minha querida mena, fiquei totalmente fascinada com esta tua postagem...completamente de boca aberta e claro que aceito um cházinho...sou fã!
um beijinho lindo por tudo!
parabéns

Eunice Martins disse...

OLA MINHA QUERIDA MUITO OBRIGADA PELO CHÁ, EU ADORO TUDO O QUE É CHÁ, AMIGA FIQUEI MUITO CONTENTE PELO MIMO E ADOREI OS SEUS TRABALHOS E RECEITA. BEIJOCAS.

Sonia Facion disse...

Obrigada pelo convite, foi muito agrádavel e interessante esse chá (leitura).

Já estou a levar o selinho, tanks.

Bjks

sonia

artes_romao disse...

boa tarde,td bem?
k convite maravilhoso, obrigado.
adoro chá e kuase todos os dias depois do jantar, bebemos um chazinho...
ou as vezes, bebo fresquinho durante a tarde.
sempre k vimos um diferente, compramos.
e entao e kuase todos os dias, um a experimentar,lol...
agradeço tb o miminho.
os trabalhos estao maravilhosos, como sempre.
fika bem,jinhos***

gasparzinha disse...

Catarina de Bragança foi uma mulher interessantíssima, com um impacte muito forte na história social da Inglaterra do seu tempo.
Mais não fosse pelo chá... :)
Adorei o post.
:)

Mona Lisa disse...

Olá

Já ceei!

Fiquei-me pelo chá e bolachinhas.

Adoro chá...posso mesmo dizer que sou dependente!
Gostei de reler a história do chá.

Amei o post!

Bjs.

Chocolate disse...

olá! passei para te desejar um optimo fim de semana! a workshop parece ter sido bem divertida e os trabalhinhos são mt bonitos :) beijinhos!

Nile e Richard disse...

Oi nena,bom dia.
Gostei do comentário sobre chá.
A sua cozinha como sempre está excelente.
Os trabalhos lindos.
bjtos no coração.Nile.

Mena disse...

Olá!
Que fofinho!
Passei para desejar-te um lindo fim-de-semana e dizer-te que há um desafio à tua espera lá no mym.
Bj
Mena