sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Ou fosse monte, nuvem, sonho, ou nada"

Discurso do Adamastor


Na primeira parte do seu discurso (de 41 a 48) o Adamastor apresenta-se como senhor do mar desconhecido (meus longos mares), ameaçando os portugueses, que queriam devassar os seus domínios secretos, e profetizando para eles castigos futuros. Surge, portanto, como um super-homem, quer no aspecto físico (focado atrás na caracterização directa feita pelo narrador quer no aspecto psicológico, conhecendo o passado dos portugueses e profetizando os seus desastres futuros.

Na segunda parte do seu discurso (de 49 a 59), o Adamastor, começando embora por referir a sua força física de super-homem, identificando-se o cabo Tormentório, ufanando-se da sua intervenção numa guerra entre deuses, sendo contra o próprio Júpiter e conseguindo o domínio dos mares logo que se abre em confidências acerca da sua vida sentimental, revela-se um herói frustrado nos seus amores, iludido a ponto de julgar que apertava a branca Tétis, quando abraçava um duro monte, castigado pelos deuses de tal maneira que converteram o seu gigantesco corpo no próprio Cabo Tormentório.

À realidade gigantesca do seu corpo de super-homem (1ª parte do discurso) sucede a fragilidade psicológica de um herói enganado e vencido que perde a sua própria individualidade transformando-se em penedos.


Intenção da parte do discurso do gigante:


A intenção da 1ª parte do discurso do gigante é demover os portugueses da viagem empreendida. O Adamastor começa por reconhecer a valentia dos portugueses, manifestada em muitas guerras, para logo lhes declarar que nunca os segredos do mar (os vedados términos do húmido elemento) foram a nenhum grande humano concedidos / de nobre ou de imortal merecimento. Após mostrar assim que não tinha havido precedentes em tal atrevimento, o gigante começa a agitar os castigos que vibrará sobre os transgressores: ini­miga terão esta paragem, / Eu farei de improviso tal castigo / Que seja mor o dano que o perigo! / Que o menor mal de todos seja a morte! Note-se que os castigos apontados se sucedem em progressão ascendente de grandeza (dos apontados o pior é a morte, mas o poeta sugere outros males, não indica­dos, piores do que a própria morte). Os destinatários destes castigos são pri­meiramente apontados em abstracto (quantas naus esta viagem fizerem, inimiga terão esta paragem), sucedendo-se os casos concretos de vinganças sobre personalidades ilustres portuguesas: a primeira armada que passagem fizer... (a armada de Pedro Álvares Cabral), o primeiro ilustre (D. Francisco de Almeida), outro também virá (Sepúlveda) e consigo a formosa dama (esposa de Sepúlveda).

Esta progressão ascendente da gravidade dos castigos a vibrar sobre os transgressores e esta transição do plano geral para planos particulares (individuais) são processos estilísticos muito adequados a um discurso em que predomina a função apelativa da linguagem, que tinha por fim afastar, pelo medo, os navegantes daquelas paragens.


Simbologia do Episódio


Já no meio da viagem, os portugueses encontram-se face a face com o maior dos perigos e dos medos: o gigante Adamastor.

“O Adamastor” é um episódio simbólico e representa os perigos e as dificuldades que se apresentam ao Homem que sente o impulso de conhecer e descobrir. Só superando o medo, o Homem poderá vencer (princípio do Humanismo). O Adamastor é, portanto, uma figura mitológica criada por Camões como forma de concentrar todos os perigos e dificuldades a transpor pelos portugueses.

Repara que, depois da passagem do cabo pelos portugueses, este passou a designar-se de Cabo da Boa Esperança.

Perpassa neste episódio a mentalidade renascentista: o homem afirma-se vencendo com o vigor físico e intelectual as forças cósmicas que continuamente o limitam. A destruição completa do gigante simboliza o completo domínio dos mares pelos portu­gueses. O Adamastor surge, no fim, como anti-herói, para dar lugar a heróis de carne e osso, a heróis reais, do tamanho do homem. A sequência gradativa verificada no verso «Ou fosse monte, nu­vem, sonho, ou nada»: monte é o material, a natureza real que limita o ho­mem; nuvem é material, mas menos palpável; sonho é o imaterial; nada é o zero absoluto, o aniquilamento.

O Adamastor, enquanto foi realidade, foi um monte, ele identificou-se com o cabo das Tormentas (eu sou aquele oculto e grande cabo). Este cabo constituía o ponto mais difícil de dobrar. À medida que a força do gigante se vai desvanecendo, até chegar a nada (anti-herói) a vitória dos portugueses (heróis) vai estando mais próxima, até chegarem à Índia. Nota que, quando o gigante desaparece dos olhos dos marinheiros, o poeta acrescenta: e cum sonoro bramido muito longe o mar soou. Isto é, a figura simbólica (o Adamastor) reduziu-se a zero, mas a coisa simbolizada, o mar terrível, estava ainda a bramir. Mas os portugueses, vencedores desse mar, seguiam vitoriosos.

O significado simbólico deste episódio foi ainda realçado pelo facto de o poeta o ter colocado no centro do canto V que é também o centro d'Os Lusíadas. Deste modo, o episódio do Adamastor, em que se associam admi­ravelmente a realidade (perigos do mar) com o maravilhoso (profecias), em que não falta mesmo uma fantasiada história de lirismo amoroso, em que é simbolizada a vitória do homem sobre os elementos cósmicos adversos, constitui uma espécie de abóbada da grande catedral que é o poema.


Foto tirada da minha varanda

A Mena na cozinha

Sopa de alface

4 batatas
1 alho francês
1 cebola
1 fatia de abóbora
4 cenouras
1 dente de alho
1 alface grande
sal
pimenta
azeite

Descasque e parta todos os ingredientes e leve a cozer em água com sal.
Reduza tudo a puré com a varinha mágica.

Junte a alface em farripas, tempere com sal, pimenta e azeite. Deixe cozinhar, mas não muito.

Sirva quente com torradas.
Bom apetite!

Trabalhinho:

Marcador


Miminho


Este selinho foi-me oferecido pela Siry! Obrigada, amiga, por te lembrares sempre de mim! Deveria escrever catorze coisas que me fazem feliz, mas como o tempo é curto, deixo isso para outra altura. Vou ver testes, composições e coisas assim...
Quem quiser levar este mimo lindo...

14 comentários:

Noah disse...

Obrigada Mena este selinho é bem bonito.
Bom Fim de Semana

Mona Lisa disse...

Olá Mena.

Amei o miminho, Estragas-me com mimos!
Não tenho nenhum para te dar!
Vou colocá-lo no slide dos mimos.
Como sempre um post educativo.
Gosto muito de os ler.
Ah!!! a sopa está divinal...adoro sopa!...aliás não passo sem ela.

Bjs.

Lisa

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Mena,

Você com essa delicadeza em nos presentear com mimos.

Adoro!

Até eu que não gosto de sopa, fiquei querendo provar...rs

Beijo grande, menina linda.

Rebeca

-

Sabrith disse...

Ola Mena
Tem mimos no Frufrus da Sabrith, passe por lá e pegue o que te apetecer...
Bjokas:D
Bom final de Semana!
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Mary disse...

Mena, esta sopinha é cá das minhas, aconchegante e saborosa!
Chamava-lhe um figo...hehehe:)

Maria Cusca disse...

A sopinha está deliciosa.
O trabalhinho está muito giro.
E claro continuamos com Adamastor, logo com o Grande Camões.
A foto que tiraste da tua varanda também está muito bonita.
E agora vou levar o miminho, (para a fila de espera).
Jinhos amiga e um óptimo fim de semana

Sonia Facion disse...

Oi Mena!!!!

Ficou lindo esse marcador!!!

Já estou levando o selinho, tanks.

bom findi

Sonia

olharapus disse...

olá mena! vim desejar bom fim de semana e agradecer o mimo!
que ideia original o teu marcador..está muito bonito!
beijokinhas

Mona Lisa disse...

Olá Mena

Tenho no blog dois "miminhos" que gostava que os levasses.

Gostava mesmo que os aceitasses.

Bjs.

Lisa

Nile e Richard disse...

Oi nena,boa noite.
Gostei do discurso do Adamasor.
Sua cozinha está ótima.
Aliás não sabia que se usava alface na sopa.
Seus trabalhos como sempre são belíssimos.
Tem mimo 233 para voce e bom domingo.
Richard.

APO (Bem-Trapilho) disse...

olá amiga! ando super sem tempo, desculpa a demora. mas passei para te desejar um optimo fim de semana e fiquei encantado com o marcador. lindo! :)
bjao

artes_romao disse...

boa noite,td bem?
passei p saber como estás e agradecer os miminhos.
desculpa de vir so hoje, mas agora as aulas...fico com o tempo mais limitado,lol.
adorei as novidades, fika bem.
jinhos***

Brunette disse...

Olá Mena!
É sempre bom vir aqui ver as novidades, há sempre muitas!
Estão no meu blogue selinhos para ti.
Bjos e boa semana.

Ana Rodrigues disse...

Olá!
Vim agradecer a tua visita e gentil comentário!
O teu marcador está um mimo! delicado e bem original!
A sopa que delicia... a foto muito bonita... e o Adamastor... por momentos voltei à escola! que saudades!
Espero que me continues a visitar... pois eu virei sempre que possa...
Vou levar-te p/ a minha lista, de forma a ficar sempre ao corrente das novidades!
Bjs e boa semana