sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A entrevista

A entrevista


A entrevista é um texto jornalístico escrito a dois, entrevistador e entrevistado, que tem como função comunicar a um terceiro, o público, quem é, como é, o que pensa ou o que faz, a pessoa a quem é feita a entrevista. É importante distinguir a verdadeira entrevista da série de perguntas-respostas (...).

A entrevista implica um certo suspense, aceitar participar numa espécie de jogo, correr o risco: de responder a perguntas, por vezes, imprevistas e embaraçosas e obter respostas, inesperadas e, às vezes, de difícil controlo.

J. Esteves Rei



Tipos de entrevista



Podemos assinalar dois grandes tipos de entrevista:


- Entrevista enquanto retrato de uma individualidade/personalidade - a ênfase é colocada no entrevistado em si, enquanto ser humano.

- Entrevista informativa ou de notícia - a ênfase é colocada num determinado acontecimento, num assunto específico, nas opiniões ou méritos profissionais do entrevistado.



Preparar uma entrevista


É sempre do entrevistador que depende o êxito de uma entrevista, quer esta seja mais informativa, com perguntas fixadas previamente, reproduzindo textualmente as respostas, quer seja mais criativa: sem um questionário rígido. O entrevistador é o condutor do processo: é ele que impõe o ritmo, escolhe os temas, muda de assunto, mas também se cala, aceitando o silêncio para a reflexão e organização de ideias. Além disso, deve evitar perguntas extensas, pois o objectivo da entrevista é pôr o entrevistado a falar. É fundamental criar uma situação de confiança, de tal modo que o entrevistado se sinta mais espontâneo. O texto pode ainda ser acompanhado de pequenas descrições e comentários pessoais. A informalidade exclui o tratamento por tu, assim como também não é aceitável qualquer tipo de reverência.


1. Antes de realizar qualquer entrevista, o entrevistador deverá:


- documentar-se sobre o entrevistado (o seu percurso de vida, os hábitos mais relevantes, os seus escritos, o percurso profissional, as funções que desempenha, etc.)

- documentar-se sobre os assuntos que com este irá abordar (a escolha do tema de uma entrevista depende da actualidade, do entrevistado, mas também da originalidade e ponto de vista do entrevistador);

- seleccionar os objectivos da entrevista.


Deve também ter-se em conta que a entrevista abre sempre com um pequeno texto introdutório, dando alguns pormenores de reportagem: perfil do entrevistado, condições e local da entrevista.



2. Para facilitar a condução da entrevista, deve construir-se um guião que respeite alguns procedimentos.


a) Quanto à situação e intencionalidade comunicativa:

- seleccionar um vocabulário claro, acessível e rigoroso;

- prever perguntas variadas, mais abertas ou mais fechadas;

- reconduzir o entrevistado à matéria principal quando este dela se desviar;

- estabelecer uma relação lógica entre as perguntas a fazer ao entrevistado.


b) Quanto à relação entrevistador/entrevistado:

- informar o entrevistado acerca das razões da entrevista;

- formular perguntas de acordo com o tema, os objectivos da entrevista, a expectativa do entrevistador e de possíveis leitores/ouvintes;

- adequar as perguntas à personalidade, nível sociocultural, nível etário do entrevistado e à situação em que decorrerá a entrevista (momento e lugar);

- construir perguntas variadas (mais abertas - O que pensa de...? - ou mais fechadas – Gosta de...? -);

- respeitar as opiniões e não interromper o entrevistado;

- abster-se de apresentar o que pensa sobre o assunto em causa, embora possa pedir uma opinião sobre pontos de vista diferentes dos que antes o entrevistado apresentou;

-formular perguntas objectivas, que não influenciem o entrevistado, nem apresentem qualquer tipo de inferência;

- seleccionar um vocabulário claro, acessível e rigoroso;

- estabelecer o número de perguntas e proceder à sua ordenação.



3) Ao passar o texto a limpo, é importante ter em conta:


- a pontuação;

- a ortografia;

- a apresentação gráfica.


Adaptado de Materiais de Apoio aos Novos Programas



Os suportes físicos da entrevista


O suporte físico através do qual a entrevista é divulgada pode ser diverso:


- A entrevista radiofónica

- A entrevista televisiva

- A entrevista impressa



A entrevista televisiva


Marcas de oralidade, elementos prosódicos e paralinguísticos (gestos, movimentos e posturas do corpo)



Elementos prosódicos:


- Hesitações

- Repetição da mesma palavra

- Repetição da mesma ideia para a reforçar

- Interrupções

- Retoma

- Reformulação


Qualquer entrevista é perpassada por elementos prosódicos (pausas, ênfase e entoação) e outras marcas de oralidade (hesitações, falsas partidas, retomas, repetições, interrupções, etc.). Nas entrevistas televisivas e radiofónicas estas marcas são mais evidentes do que nas entrevistas de imprensa, pois não há um processo de tratamento das respostas do entrevistado.



Elementos paralinguísticos (exemplos):


- Apresenta uma postura corporal muito rígida.

- Permanece imóvel ao longo da entrevista.

- Move-se na sua cadeira.

- Gesticula bastante,

- Não gesticula.

- Não mostra as mãos.

- Estabelece contacto visual com o entrevistador.

- Estabelece contacto visual com as câmaras e, consequentemente, com o espectador.



A entrevista televisiva apresenta elementos paralinguísticos cinéticos (gestos, movimentos e posturas do corpo, aparência física e jogo fisionómico) e elementos paralinguísticos proxémicos (comportamento na interacção social e organização do espaço).



A entrevista impressa


A entrevista impressa não deixa de ser um relato escrito de uma entrevista oral, pelo que também evidencia marcas de oralidade. Assim utiliza a pontuação para reproduzir os elementos prosódicos e dois modos de relato do discurso para reproduzir as falas dos interlocutores:


- o discurso directo, segundo o modelo pergunta-resposta (o mais comum);

- o discurso indirecto, transformando as perguntas e respostas num texto em que estas surjam fundidas.



Características do código oral e do código escrito



Código oral:


- Frases curtas.

- Construções sintácticas simples, como a coordenação.

- Repetições e frases incompletas (suspensões, hesitações ou autocorrecções).

- Palavras fáticas (destinadas a manter o contacto), expressões expletivas (empregadas para produzir ênfase, realce) e vocabulário frequente.

- Elementos prosódicos.

- Mensagem mais breve: não necessita de explicitar o contexto, devido aos elementos paralinguísticos.



Código escrito:


- Frases mais extensas.

- Construções sintácticas mais complexas, como a subordinação.

- Organização planeada da mensagem (evitando repetições, suspensões e frases incompletas).

- Escolha mais cuidada e rigorosa do léxico: sinónimos, palavras pouco frequentes e com força elocutória.

- Pontuação que substitui ou reproduz os elementos prosódicos.

- Mensagem mais longa: necessidade de explicitar o contexto através de adjectivações abundantes.



Características da entrevista


Os textos introdutórios têm normalmente a função de apresentar aquele que vai ser o tema desenvolvido ao longo da entrevista. Dão a conhecer a situação de comunicação: – quem fala e sobre que assunto fala.

A entrevista impressa apresenta traços comuns à notícia, como a titulagem e o texto de apresentação que se aproxima, em certa medida, de um lead.

Comparativamente com os textos introdutórios das entrevistas radiofónica e televisiva, o da entrevista impressa contém mais pormenores, visto que necessita de uma explicação circunstanciada do contexto em que a entrevista ocorreu.

As perguntas da entrevista podem ser abertas que conferem uma maior liberdade de resposta ao entrevistado. Já as perguntas fechadas condicionam mais as respostas, diminuindo o grau de liberdade dos intervenientes.



Discurso directo e indirecto



O discurso directo e o discurso indirecto possuem especificidades muito próprias. Para fazer a transposição das falas do discurso directo para o indirecto e vice-versa é preciso proceder a diversas mudanças, quer a nível das formas verbais, quer dos pronomes, determinantes ou advérbios de lugar e de tempo.

Os verbos introdutores do discurso indirecto têm implicações semântico-pragmáticas muito relevantes. Por isso, a sua escolha adequada é extremamente importante. Exemplos de verbos introdutores: explicar, perguntar, responder, interromper, declarar, confessar, dizer, insistir, exclamar, acrescentar, repetir…



DISCURSO DIRECTO

DISCURSO INDIRECTO


Cita-se textualmente uma mensagem produzida, fazendo-a preceder de um verbo declarativo ou interrogativo (dizer, exclamar, perguntar, responder …), seguida de dois pontos.


Usa-se o verbo declarativo ou interrogativo, mas a mensagem é reproduzida utilizando uma oração subordinada completiva conjuncional ou uma oração interrogativa indirecta (introduzida por um pronome, conjunção ou advérbio interrogativo) ou uma oração infinitiva.



Modos e tempos:

  • Presente do indicativo

  • Pretérito perfeito do indicativo
  • Futuro do indicativo
  • Imperativo


Modos e tempos (alterações exigidas pelo uso do verbo declarativo ou interrogativo no pretérito):

  • Pretérito imperfeito do indicativo
  • Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
  • Condicional
  • Conjuntivo


Pronomes pessoais de 1.ª e 2.ª pessoas


Pronomes pessoais de 3.ª pessoa



Determinantes e pronomes possessivos de 1.ª e 2.ª pessoas


Determinantes e pronomes possessivos de 3.ª pessoa



Determinantes e pronomes interrogativos: este, esse, isto, isso.



Determinantes e pronomes interrogativos: aquele, aquilo.


Advérbios e expressões circunstanciais de tempo e de lugar:

  • Hoje
  • Agora, neste momento
  • Ontem
  • Amanhã
  • Na semana passada
  • Aqui, cá


Advérbios e expressões circunstanciais de tempo e de lugar:

  • Naquele dia
  • Então, naquele momento
  • Na véspera
  • No dia seguinte
  • Na semana anterior
  • Ali, lá


Vocativo


Complemento indirecto






A Mena na cozinha


Massa com Camarão e Natas


Massa spirali (ou outra)
0,5 kg de miolo de camarão congelado

1 lata de cogumelos
1 pacote de natas
1 alho francês
1 dente de alho
150 g de bacon

1 caldo Knorr para massas

sal

pimenta

piripiri



Numa frigideira, coloque um pouco de azeite e o alho cortado em lâminas finas, deixe alourar. De seguida, acrescente o bacon e deixe saltear.
Depois, acrescente o camarão, vá mexendo de vez em quando, deve cozinhar até desaparecer grande parte da água do camarão.

A meio da cozedura junte o alho francês em rodelas finas e os cogumelos cortados em lâminas. Deixe cozinhar.

Coza, entretanto, a massa em água a ferver com um pouco de sal e um caldo para massas até ficar "al dente".

Por fim, junte as natas ao preparado do camarão e envolva muito bem, deixe apurar mais um pouco. Se o molho ficar muito espesso, deite um pouco de leite.

Escorra a massa e coloque-a num prato de ir à mesa, junte o molho de natas e camarão e mexa suavemente para misturar os ingredientes. Sirva com uma boa salada.


Trabalhinho:

Marcadores



Miminho


Este mimo florido foi-me oferecido pela Soninha. Obrigada, amiga!
Vai ficar aqui para quem o quiser levar! Basta deixarem uma palavrinha!


6 comentários:

Sonia Facion disse...

Oi Mena!!!!

Muito interessante esse texto sobre entrevista, pois as vezes passa-nos pela cabeça que só são perguntas e respostas e as vezes sem um fundamento.

Gostei da informação.

Bjknhas e bom findi

Sonia

artes_romao disse...

boa tarde,td bem?
hummm, hoje temos entrevista...
gostei muito...
assim como da comida e dos marcadores...
só um pormenor desculpa...não me leves a mal.
sei que com tantas letras, falta sempre algo, no trabalhinho...falta um 'L'...
parabéns.
bom fdsemana, fica bem.
jinhos***

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Mena,

E assim vamos entendendo que não é fácil preparar uma entrevista.

Beijo grande, menina linda.

Rebeca

-

Mona Lisa disse...

Olá Mena

Aqui se aprofundam os conhecimentos.
Hoje não almocei, pois são horas do lanche.
O aspecto é óptimo.
Os marcadores são lindos.

Bjs.

Lisa

Eunice Martins♥ disse...

OLÁ MENA QUE BELA AULA DE HOJE ADOREI,AMIGA ESSA RECEITA ME DEIXOU COM FOME,QUE APETITOSA,QUANTO AO SEU TRABALHO ACHO MUITO LINDOS ESSES MARCADORES,BEIJOS.

Eunice Martins♥ disse...

OLÁ MINHA QUERIDA AMIGA!!!


É nos momentos menos bons que precisamos de um ombro amigo para aliviar a nossa dor, por isso quero que saibas que estou aqui sempre que precisares. Abusa agora da presença dos teus amigos e conta sempre com eles.
Sabes que admiro a tua força e a forma como encaras a vida...
É preciso ter força para ser firme,
É preciso ter força para se defender,
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
É preciso ter força para sentir a dor de uma amiga,
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver.
Se sentes que te falta força e coragem,
queira Deus que o mundo possa te abraçar hoje com seu calor e Amor!...
e que o vento possa levar-te uma voz que te diga:
- Há uma Amiga desejando que estejas bem...
Eu!!!
Desejo uma semana maravilhosa,
Beijos com carinho...