sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Meu Pé de Laranja Lima

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Visita de estudo - ida ao teatro


O Meu Pé de Laranja Lima relata-nos a infância de Zezé, um menino de cinco anos, precoce, travesso, inteligente e bastante sensível, que sonha ser um "sábio poeta". O Meu Pé de Laranja Lima possui um carácter intimista e pessoal, baseia-se na infância do próprio autor, José Mauro de Vasconcelos, e foi escrita em doze dias. "Porém estava dentro de mim há anos, há vinte anos...", como confessou o autor.

Tio Edmundo, Zezé e Totoca: Zezé lê o rótulo de um medicamento para espanto de todos, pois ninguém lhe ensinara a ler.

Zezé, no dia de Natal, sai para engraxar sapatos, a fim de ganhar algum dinheiro para comprar um presente ao pai.

Zezé e Ariovaldo fazem um contrato: Ariovaldo canta e Zezé vende os folhetos com as letras das canções.

O Portuga e Zezé: Zezé sai de sua casa, com a desculpa que vai trabalhar de engraxador, e dirige-se a casa do seu amigo Portuga.


O Meu Pé de Laranja Lima
(resumo)

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Zezé era um menino de cinco anos que pertencia a uma família numerosa e muito pobre. A sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado e, como tal, passavam por muitas dificuldades. As suas irmãs mais velhas tomavam conta dos mais novos e Zezé cuidava do Luís, o seu irmãozinho mais novo.
Zezé era um rapazinho que se interessava por tudo o que o rodeava, queria saber tudo, aprender muitas coisas: novas palavras, palavras difíceis... (que o seu tio Edmundo lhe ensinava) e ser, quando crescesse, um sábio poeta. Era também muito endiabrado, vivo e esperto: ” Eu sou arteiro, sou levado, muito peralta por isto vivo apanhando da malvada Jandira, aquela solteirona. Lá em casa ninguém gosta de mim só a Godóia, o papai depois que perdeu seu emprego na fábrica vive bêbedo, a mamãe sai de madrugada para trabalhar, coitada, para sustentar a casa. Meu irmão acima de mim o Totoca só quer saber de me chutar, tem o Luizinho muito pequeno este eu tenho de cuidar, os outros irmãos nem lembram que eu existo.”
Zezé passava a vida a fazer traquinices, a pregar partidas aos outros e acabava, muitas vezes, por ser castigado e repreendido pelos pais ou pelos irmãos, até, mesmo, quando não tinha culpa. Por isso, as pessoas diziam-lhe que tinha o demónio dentro de si, levando-o a acreditar que não gostavam dele e a afirmar que nunca deveria ter nascido. Este motivo e o facto de não passar muito tempo com a mãe (esta trabalhava muito) faziam com que Zezé sentisse falta do carinho e da ternura que qualquer criança da sua idade precisa.
Como o pai de Zezé estava desempregado, a família teve de mudar-se para uma casa mais pequena. No seu novo quintal, Zezé encontrou um pequeno pé de Laranja Lima. Inicialmente, a ideia de possuir uma árvore tão pequena não lhe agradou muito, mas à medida que foi convivendo com a pequena árvore e ao desabafar com ela, reparou que ela falava, tornando-se assim o seu grande amigo e confidente, aquele que lhe dava todo o carinho que não recebia em casa, da sua família. Para fugir do mundo cheio de miséria e pobreza que o rodeava, Zezé refugiava-se junto da sua pequena árvore, criando, ali, o seu mundo particular, cheio de sonhos e de aventuras.
Zezé era um menino precoce e aprendeu a ler sozinho, observando o seu tio, por isso foi para a escola mais cedo. Ali, ele era um garoto muito bem-comportado e gostava muito da professora Cecília Paím, a quem levava flores todos os dias.
Um dia, Zezé quis ir à boleia do lado de fora do carro do português Manuel Valadares, homem rico, mas muito solitário, que possuía o carro mais bonito da cidade. O português viu-o, puxou-lhe as orelhas e deu-lhe uma palmada no traseiro. Zezé jurou vingar-se daquela humilhação.
O tempo foi passando e o garoto foi-se esquecendo daquele incidente. Um dia, ele pisou um vidro e cortou-se num pé, mas decidiu ir, mesmo assim, para a escola. Ao atravessar uma rua, o português viu-o e pediu-lhe que lhe mostrasse a ferida. O português levou-o, no seu carro, à farmácia, onde foi prontamente medicado.
Desde então, Zezé e o português ficaram muito amigos. Iam à pesca, ao cinema, ao café, faziam piqueniques, lanchavam juntos, passeavam de carro… O português deixou até que o menino fosse à boleia fora do carro “grudado no pneu”. O garoto era tratado pelo português como se fosse seu filho, até diziam que era “o nosso carro”. Zezé prometeu-lhe que não voltava a dizer palavrões, nem mesmo “bunda” e que ia ser bonzinho.
Tudo corria bem, até que o mundo da criança começou a ruir. Totoca disse-lhe que o minguinho ia ser cortado, porque iam alargar a estrada, construir uma avenida, sendo necessário arrasar alguns quintais e cortar muitas árvores. Foi o seu primeiro desgosto!
Zezé estava na escola, quando Jerónimo chegou atrasado, porque havia presenciado um acidente: o Mangaratiba “pegou o carro do português”, “o trem esmigalhou o carro”.
Zezé começou a suar frio e sem sentir foi-se levantando e saiu a correr da sala de aula em direcção à Confeitaria, olhou em volta à procura do carro, mas este não estava lá. Desatou de novo a correr, mas foi agarrado pelo “seu Ladislau” que não o deixou ir ver o acidente.
Zezé andou, andou, parou na estrada onde o português deixou que ele lhe “chamasse de Portuga” e o “colocou de morcego” , sentou-se num tronco de árvore e desabafou pedindo ao menino Jesus o seu Portuga de volta… Logo ouviu uma voz suave que lhe disse que o seu amigo tinha ido para o céu. Mais tarde, era quase noite, quando o menino foi encontrado por Totoca, ardendo em febre. O desgosto, a dor, a perda era tal que Zezé queria morrer para ir para o céu, para junto do seu amigo.
Todos pensavam que a doença do menino se devia ao desgosto de perder o seu pé de Laranja Lima. Dias depois, Zezé voltou a si, “estava condenado a viver”. O seu pai pegou-lhe ao colo e disse-lhe que iriam ter uma casa muito grande, com “um rio de verdade” e muitas árvores. Ele poderia escolher quantas quisesse e, assim, quando cortassem o pé de Laranja Lima, ele já estaria longe e nem sentiria. Zezé nesse momento lembrou-se do seu Portuga, das conversas que tinham tido e disse a seu pai que não adiantava, porque fazia mais de uma semana que cortaram o seu pé de Laranja Lima.

Depois de assistirmos à peça, O Meu Pé de Laranja Lima, no Teatro Politeama, dirigimo-nos para Belém, onde almoçámos e comemos os saborosos pastelinhos de Belém e onde passeámos bastante.

Cá estão os alunos, numa amena cavaqueia, a almoçar.

Algumas meninas da minha Direcção de Turma. Vejam bem o olhar malandro da A.!

Eu e algumas das "minhas" meninas.

E o almoço continua! Meninos e meninas da minha DT.

Meninos e meninas do 7.º A, simpáticos, amorosos, mas também muito faladores. Conseguem por vezes "tirar-me do sério" e "virar-me do avesso"!

O T. e as suas palhaçadas! Muitas fotos ficaram com as mãos dele ou com ele em poses bem esquisitas, aparecia de repente a correr à frente dos que estavam a posar. Brincalhão e muito simpático! Um doce de miúdo, só quer chamar a atenção! A C. tinha de fazer as suas tradicionais caretas. Se não se põe a pau, fica cheia de rugas! Ah! Ah! Ah!

A DT do 7.º A, a "minha" pequena F, o J e a F.

Padrão dos Descobrimentos

Depois do almoço, estivemos aqui, no Padrão dos descobrimentos, subimos ao miradouro (alguns dos alunos pensavam que se tratava de uma escultura e que não tinha nada lá dentro! Foi portanto uma agradável surpresa!). Vimos as exposições, comprámos lembranças...


O Padrão dos descobrimentos é considerado actualmente um dos ex-líbris de Lisboa, inserido numa das zonas de valor patrimonial. Foi erguido pela primeira vez em 1940, de forma efémera, integrado na Exposição do Mundo Português, da autoria do arquitecto Cottineli Telmo e do escultor Leopoldo de Almeida. A sua construção definitiva data de 1960, quando se celebrou o 5.º centenário da morte do Infante D. Henrique.


Eis o que vimos, lá de cima, do miradouro. O dia esteve cinzento, o sol muito a custo espreitava aqui e ali, furando uma ou outra nuvem.

Centro Cultural de Belém


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Centro de arte contemporânea que compreende vários espaços de exposições temporárias, ocupadas a partir de Junho de 2007 com o Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, e várias salas de espectáculos. Há também uma área de animação e pedagogia dedicada ao público mais novo. A cafetaria e a esplanada têm vista para o Tejo e são um espaço agradável para uma pausa.
Situado numa das zonas nobres da cosmopolita Lisboa, na Praça do Império, frente ao maravilhoso Mosteiro dos Jerónimos, o Centro Cultural de Belém é um equipamento arquitectónico dedicado à cultura, promovendo-a e desenvolvendo a criação e a difusão em todas as suas modalidades, funcionando também como um centro de conferências e reuniões profissionais ou grandes eventos.
Iniciado em 1988 e concluído em 1993, visava colmatar a necessidade de um espaço para acolher a presidência da união Europeia, e que ao mesmo tempo e posteriormente, albergasse o crescente leque de actividades culturais da capital e do País.
O projecto foi atribuído aos Arquitectos Vittorio Gregotti (Itália) e Manuel Salgado (Portugal), albergando de cinco módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espectáculos, Centro de Exposições, Zona Hoteleira e Equipamento Complementar. Ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, distribuída em seis hectares separados por duas ruas internas e unidos por um caminho pedonal que cria uma continuidade com a bonita Praça do Império.
Rosa-dos-Ventos

A República da África do Sul ofereceu, para decoração do terreno de acesso ao Padrão dos Descobrimentos, uma Rosa-dos-Ventos com 50 metros de diâmetro, executada em mármores de vários tipos e cores, contendo um planisfério de 14 metros. Naus e caravelas embutidas marcam as principais rotas dos Descobrimentos Portugueses. A autoria do desenho pertence ao arquitecto Cristino da Silva.

Mosteiro dos Jerónimos


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O Mosteiro dos Jerónimos, obra fundamental da arquitectura Manuelina, foi encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia.
A obra iniciou-se em 1502 com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (abóbodas das naves e do transepto, pilares, porta sul, sacristia e fachada). No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.
O seu nome deriva do facto de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755, mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte, no início do século XIX.
Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.
Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.
Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste. É uma das sete maravilhas de Portugal.
Torre de Belém


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Este monumento foi construído em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião, quando a defesa da cidade era de extrema importância.
A Torre de Belém, localizada na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém e inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme, é um dos maiores ex-líbris de Portugal.
O seu arquitecto foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. O monumento reflecte ainda influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, tendo o primeiro baluarte para artilharia no país.
Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações.
O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero. A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decoradas em cantaria de pedra. A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte.
Com o passar do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa.
Durante os séculos que se seguiram, desempenhou funções de controlo aduaneiro, de telégrafo e até de farol. Foi também prisão política, viu os seus armazéns transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política. Finalmente, em 1983 a UNESCO classificou-a Património Cultural de Toda a Humanidade. É uma das sete maravilhas de Portugal.



11 comentários:

Chocolate disse...

oi querida! que saudades de lisboa! beijinhos e bom fim de semana!

∂αиι тαναяєѕ =') disse...

Oi!!

Grande visita de estudo! Que giras que ficaram as fots!!

Olha, tenho uma nova música no meu blog, vai lá espreitar: acho que vais gostar!!

E depois podes colocar por cá! ;)

Beijinho e bom FDS!

*

mfc disse...

Que bela passeata.
Só me arrepiou um pouco aquela ida ao McDonald´s... "et pour cause"!!

Brunette disse...

Olá!
Mais uma visita de estudo em grande (as carinhas de satisfação dos alunos já revelam tudo...).
Bjos e boa semana!

isabel tiago disse...

Boa tarde Mena

Tenho andado um pouco afastada mas não esquecida dos blogs. O tempo agora é muito escasso mas as coisas hão-de melhorar lá para a Primavera...penso eu. Gostei das fotos das visita de estudo e Lisboa e os resumos sobre os Monumentos.
Apesar do dia cinzento Lisboa é apetecível, por vezes mais para os fe fora do que para nós os de cá.
Faz falta quem nos espevite para estas coisas bonitas.
Muitos parabéns pela ideia.

isabel tiago disse...

O melhor pudim do mundo. Vou copiar a receita.

Feltro em casa disse...

Oi Mena!!!
Fazia tempo que eu não comentava...é que por aqui ando em ritmo de férias de verão !!!
Adorei as imagens de Lisboa...ai,ai..saudades...
e mais uma coisa...essa couve-flor me deu uma água na boca!!!!nham,nham...
Um beijão
Malú

Sonia Facion disse...

Oi mena!!!

Obrigada pelos mimos!!!

Aqui no Brasil, tem um monumento psemelhante com o Padrão do Descobrimento, que se refere ao descobrimento do Brasil.

Deixei uum mimo pra vc no blog de mimos.

Bjks

Sonia

SANDRA RIBEIRO disse...

ola amiga
passei para desejar uma optima semaninha
beijos

(=_=)

esta tudo lindo para estes lados

日月神教-向左使 disse...

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Rogerio Floripa disse...

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