segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Escola-armazém



Deixo-vos aqui um texto de Daniel Sampaio que vale a pena ler! É bom que reflictamos sobre o que estamos a fazer com as nossas crianças!


Contra a escola-armazém


Merece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).
Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde.
Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.
O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais?
Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.
A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.
Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.


Daniel Sampaio

A Mena na cozinha

Lasanha com ervilhas e milho

molho de carne
massa para lasanha
ervilhas cozidas
1 lata de milho
queijo ralado
molho bechamel

Prepare o molho de carne e o molho bechamel.
Coloque num tabuleiro untado com azeite ou margarina, um pouco do molho bechamel, por cima 2 ou 3 folhas de lasanha, lado a lado para cobrir todo o fundo do tabuleiro. Volte a regar com um pouco de bechamel. Por cima, coloque as ervilhas cozidas, o molho de carne, seguido de outra camada de massa.

Disponha o milho e uma última camada de molho de carne. Termine com placas de massa.

Regue com o restante molho bechamel e salpique com queijo ralado.

Leve ao forno.

Sirva com salada de alface e cenoura.
Bom apetite!


Trabalhinho:


Colar


Miminho

DECLARAÇÃO DE AFECTO

Recebi essa declaração de amizade da Sónia .

Obrigada, Soninha!



Declaração de amizade

Amizade é um sentimento que chega devagarinho pelos actos, pelo carinho, pela lembrança... e na Net não é diferente, você visita um dia um blogue, gosta, volta...e assim vai crescendo o número de amigos, das atenções recebidas e dos carinhos ganhos.

Funciona assim:

- Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos num post.

- Em seguida visitamos seus blogues e comunicamos a nomeação.

- Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.

- Não há selos ou prémios, apenas nossa declaração sincera de afecto.

- Se receber de volta é porque você realmente é considerada uma grande amiga.

Não vou seguir as regras, porque visito mais de dez amigos! Assim deixo a todos os que por aqui passam assiduamente…



Um pouco de humor!


11 comentários:

Babi disse...

Oiii
Mena, sairam as parceiras da Troca de Botões!!!
Beijos e boa semana!
Babi

RUTE disse...

Gostei tanto desta ideia diferente de lasanha! Fiquei com imensa vontade de confeccioná-la cá em casa. Bela sugestão. Obrigada.

Mona Lisa disse...

Olá Mena

Não concordo totalmente com Daniel Sampaio, pois acho preferível que as crianças estejam na escola do que na rua ou sózinhas em casa.
Claro que há sempre quem se aproveite, podendo estar com os filhos.
Na escola onde leccionei não eram os professores que asseguravam os prolongamentos, mas sim os ATL, que dependiam da Câmara. Os professores ficavam libertos a partir das 17h, quando não havia reuniões.
Quanto aos pais reenvidicarem mais tempo para estar com os filhos...não creio que consigam!...ninguém os ouve!

Desculpa ter-me alongado.

Hoje só provei a lasanha, pois nunca gostei muito.

Bjs.

Lisa

artes_romao disse...

boa tarde,td bem?
hummm....
algo a reflectir sim....
gostei das novidades.
fica bem,jinhos***

Fernanda disse...

Olá Mena,
fui seleccionada para fazer a troca de botões contigo.
Precisava do teu contacto.
O meu é ogatodamaria@sapo.pt.
Bjos.

Fernanda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Depois de olhar para sua comida deu vontade de devorar o prato todo... aiai. Gostoso demais, Mena linda do meu coração.

Beijo imenso, menina querida.

Rebeca


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ஜ♥_Sabrith_♥ஜ disse...

Oi Mena
Essa lazanha deu agua na boca hummmm!!!
Tem brinadeira pra vc no Frufrus da Sabrith
Bjokas

Maria Cusca disse...

Olá amiga.
Eu e o tempo andamos de costas viradas.
Agora é só a correr.
Nunca mais consigo pôr os comentários e os trabalhos em dia, para poder estar um pouquinho contigo e saborear os teus petiscos.
Desculpa mais uma vez ser a correr.
Jinhos grandes e uma óptima semana

APO (Bem-Trapilho) disse...

ahaha o que eu ri com o tochas! :) ele tem muita graça e realmente acho que qualquer dia vai ser preciso explicar assim aos mais novos como funcionam os livros! :) é que há pais que nao lêem livros aos filhos desde pequeninos. e depois ficam muito admirados e até desgostosos quando os filhos nao demonstram interesse pela leitura. nao se pode sentir a falta de algo que desconhecemos!

e a lasanha fez-me água na boca. mas a M., que está aqui comigo, não gostou assim tanto. Adora "losanga" (como ela diz), mas esta tem ervilhas!!!

o colar está maravilhoso! adorámos! a M. disse que tem umas lindas flores.

E eu adoro a musiquinha que escolheste.

agora porque é que a M. está aqui comigo? bem, em primeiro ligar nao foi à escola porque ontem teve uma pontinha de febre e com agripe danada por aí é melhor nao facilitar. Depois viemos aqui as duas para te agradecer pessoalmente o carinho lá pelo blog dela. Ela sente-se orgulhosa sim, com o facto de haver quem lá vá e a leia e até aprenda algo. Isso é muito bom. Mas como ela tem inúmeros interesses tenho que ser eu a dinamizar o blog por ela. muito obrigada mais uma vez pela partilha de temas sempre interessantes até para os mais pequeninos como a M.. :)

bjinhos grandes de nós as duas!

Edilene Pacheco disse...

OLá amiga,
Tudo bem?
Ameiiiiii o colar de flores, está um encanto.
Sem falar nas outras coisas que como sempre maravilhosas.

Muitos bjitos.

Uma ótima semana.