segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dia da mãe


O Dia da mãe chegou a correr e não houve mãos a medir. Os alunos queriam um presente para oferecerem à mãe. Houve mensagens, caixinhas e florzinhas com bombons...

Aqui fica uma pequena amostra daquilo que foi feito com os alunos.


Todos ficaram felizes com os trabalhinhos realizados e foi vê-los a sair da Biblioteca com um sorriso do tamanho do mundo. Quando saía um, logo apareciam dois ou três... Eles iam passando a palavra, e, por eles, ainda agora lá estaria a fazer flores, caixinhas, sabonetes, alfinetes...


A lírica camoniana

A separação da mulher amada

Quando de minhas mágoas a comprida
Maginação os olhos me adormece,
Em sonhos aquela alma me aparece
Que pera mim foi sonho nesta vida.

Lá núa soidade, onde estendida
A vista pelo campo desfalece,
Corro para ela; e ela então parece
Que mais de mim se alonga, compelida.

Brado: "Não me fujais, sombra benina!"
Ela, os olhos em mim cum brando pejo,
Como quem diz que já não pode ser,

Torna a fugir-me: e eu, gritando: "Dina..."
Antes que diga mene, acordo e vejo
Que nem um breve engano e posso ter.
    Luís de Camões


O estado de alma de devaneio do sujeito poético é despoletado pela “comprida maginação”.

Nos dois primeiros versos encontramos duas figuras de estilo relacionadas com a construção

sintáctica – a anástrofe e o hipérbato que contribuem para sublinhar esse estado psíquico.


Anástrofe
Inversão da ordem natural das palavras, consistindo na antecipação do complemento
determinativo antes do nome ou do complemento directo antes do verbo.

Hipérbato
Figura de sintaxe que inverte bruscamente a ordem habitual das palavras ou das
orações.



Repara nos versos que se seguem:
Quando de minhas mágoas a comprida
Maginação os olhos me adormece,

A ordem directa das palavras seria:
Quando a comprida imaginação me adormece os olhos de minhas mágoas


Depois de correctamente ordenados os elementos que constituem os versos, o hipérbato verifica-se pela deslocação brusca de "de minhas mágoas" que surge entre a conjunção "quando"
e o sujeito ("A comprida imaginação"). Por sua vez a anástrofe ocorre na antecipação do complemento directo ("os olhos") em relação ao verbo. Esta inversão, para além do intuito de destacar "os olhos", vem igualmente realçar a importância da visão como sentido privilegiado ao longo da segunda parte do poema.

“em sonhos aquela alma me aparece/ que para mim foi sonho nesta vida.”
A palavra sonho tem dois significados distintos de acordo com as duas ocorrências nestes versos:

"em sonhos aquela alma me aparece" - aquilo que é produto da imaginação; fantasia; devaneio.
"que para mim foi sonho nesta vida." - desejo veemente; aspiração.


Catáfora
Os vocábulos sublinhados das expressões - aquela alma e corro para ela – do poema “Quando de minhas mágoas a comprida” referem-se a uma entidade que apenas vai ser enunciada posteriormente, “Dinamene”. Então, só no final do poema é que ficamos a saber verdadeiramente a que se refere.

aquela alma - ela - Dina... mene

Ao uso de uma palavra (geralmente um pronome ou um advérbio) que se refere a algo enunciado a seguir, dá-se o nome de catáfora. No exemplo em causa, em 1º lugar, é usado um determinante demonstrativo designativo de distanciamento juntamente com um nome abstracto, depois um pronome pessoal em 3ª pessoa e, finalmente, o nome próprio.


O sujeito poético, separado irremediavelmente da mulher amada, tenta aproximar-se desta corporizando-a através do sonho. Assim, se num primeiro momento, encontramos apenas a referência "aquela alma" que sugere distanciação e abstracção. A partir da segunda quadra, a sua amada vai tomando forma. Esta corporização é sugerida por uma série de repetições do pronome pessoal feminino "ela" que irá culminar com a quase pronunciação do seu nome próprio - Dina... Assim, o sonho é uma espécie de tentativa de aliviar o profundo sofrimento e angústia provocados pela ausência da mulher amada. No entanto, apesar de, os identificadores da mulher amada se irem tornando progressivamente mais concretos, a tentativa de aproximação e corporização da mulher amada é impedida de concretizar-se, pois o sonho é interrompido de forma brusca e violenta e antes que o sujeito poético possa pronunciar completamente o seu nome - Dinamene - a sombra esvai-se perante a angústia e a desilusão do sujeito poético. Deste modo, o que acaba por se corporizar é o presságio anunciado pelo próprio sujeito poético, quando se dirige à amada como "sombra benina".




A Mena na cozinha

Aletria tropical

150 g de aletria

5 dl de leite de coco

200 g de açúcar

50 g de manteiga

4 gemas

casca de limão

canela em pó

pau de canela


Coza a aletria em água temperada com sal, durante 5 minutos e escorra-a.
Leve o leite de coco ao lume com a casca de limão e o pau de canela.


Bata as gemas com um pouco do leite. Junte o leite restante aos poucos à aletria, mantendo o lume brando e mexendo sempre. Acrescente a manteiga e o açúcar. Retire do lume e misture as gemas, mexendo bem. Leve de novo ao lume apenas para que as gemas cozam ligeiramente.

Sirva a aletria polvilhada com canela.

Delicie-se!



Vale a pena ver e ouvir...

Paulo Guinote no Plano Inclinado

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5 comentários:

Mona Lisa disse...

Olá Mena

Recordei os trabalhinhos que fazia na escola, para o dia da mãe.
Os miúdos adoravam.

Vi o Plano Inclinado.
Aliás vejo-o sempre.

Provei a aletria.
Aliás adoro!

Bjs.

artes_romao disse...

boa tard,td bem?
gostei imenso dos trabalhinhos para as mamãs dos alunos;)
e essa aletria parece-me bem,hehhe.
fica bem,jinhos***

Nile e Richard disse...

Oi colega.
Uma passagem rapidinha para felicitá-la pelo próximo dia das mães.
Tem mimo no meu blog para você.
abçs.Richard.

Fernanda disse...

Olá Mena,
espero que esteja tudo bem contigo.
Passei para ver as novidades.
Acho que fazem muito bem em colocar os vossos alunos a desenvolverem actividades de trabalhos manuais é sempre uma mais valia, apesar de se calhar alguns pensarem que é um perda de tempo.
Força para continuares com essa motivação.
Bjinhos.

Sonia Facion disse...

Oi Mena!!!!

Agora mesmo me transportastes às tardes alegres que passei na presença da minha avó Elisa que fazia uma aletria maravilhosa.
Obrigada por me fazer recordar momentos agradáveis e saudosos!!!!

Lindos os presentes, as crianças ficam todas eufóricas, não?!!!!

Deixei um selinho no blog de mimos.

Sonia