sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um nó no lençol


Recebi este texto por email. Li e fiquei de tal modo emocionada que não pude deixar de o partilhar convosco. Vejam!

Numa reunião de pais numa escola da periferia, a professora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se fizessem presentes o máximo de tempo possível... Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveria arranjar tempo para se dedicar às crianças.
A professora ficou muito surpreendida, quando um pai se levantou e explicou humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a dormir e quando voltava do trabalho já era muito tarde e o filho já não estava acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava a casa. E para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A professora emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de outros pais. É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro... É importante que nos preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o saibam e que o sintam. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...

2 comentários:

Teresa disse...

Sensibilizou-me a história, depois de ver diariamente a falta de atenção que algumas crianças sofrem!!!
Muitas são compensadas de uma forma material, outras puramente ignoradas.
Saber-se amado é muito bom :)

Tita disse...

Olá. eu tenho contacto com muitas situações diariamente, pois trabalho com crianças. há sempre formas de compensar a ausência, e não é com prendas, como muita gente pensa. mas há tb aqueles que estão presente fisicamente, mas emocionalmente ausentes. e são essas as crianças mais carentes, que chegam ao pé de mim e me dão um abraço, procuram um carinho.. e sabe tão bem ver o olhar de feliz daquela criança agradecendo o carinho que não tem em casa. ;)