quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O desemprego dos professores



É assim que CR responde à questão seguinte:

- Como se resolveria o grave problema do desemprego que atinge os professores portugueses?

Será dando-lhes subsídio de desemprego? Penso que não. Penso mesmo que é asneira e da grossa. Seja que subsídio for, é sempre, e em toda a parte, um gasto improdutivo de dinheiros públicos. Estamos a falar de professores, não estamos? Ora, visto que é de professores que falamos e não de taberneiros, de agricultores ou de artistas de telenovela, acho que seria tolice não lhes proporcionar o desenvolvimento da actividade em que o país investiu para a sua formação, o sítio em que ela é desenvolvida, ou seja, nas escolas deste país.

Objectam: Não há alunos para tantos professores.

É mentira, caro leitor. O que há é poucas turmas para os professores que temos. Mas alunos há muitos, graças a Deus. É que as turmas têm muitos alunos. Muitos, não, demais! E todos deverão perceber que o rendimento de um professor numa turma de trinta alunos é muito menor que numa de quinze.

Ora, muito provavelmente pode dispensar-se a ajuda de um especialista em lógica, para chegarmos à seguinte conclusão:

A solução para os números dramáticos do desemprego que atinge os professores está justamente em aumentar o número de turmas, diminuindo o número de alunos por cada uma.

Esta é a única forma de diminuir o desemprego, mantendo praticamente a mesma despesa, e melhorando o ensino no nosso país, que, como é sabido, anda pelas ruas da amargura.

Francisco Cunha Ribeiro

4 comentários:

Mona Lisa disse...

Olá Mena

Nada os demove!

São cegos e surdos!!!

Bjs.

mfc disse...

É a inversão completa dos valores!

Mena disse...

Vivemos tempos difíceis, Elisa, o ser humano é o que menos conta!
É o mundo ao contrário!

Mena disse...

mfc, como sempre tens toda a razão!