sexta-feira, 15 de Junho de 2012

O Tesouro - Eça de Queirós


Narrador

Ciência - observador – numa grande parte do conto, mas vai tornando-se omnisciente.
Presença - não participante – heterodiegético


O narrador, quanto à presença:

O narrador pode ser caracterizado quanto à presença. Se participa na acção é considerado um narrador participante ou presente. Ele pode ser uma personagem principal, narrando a sua própria história, narrador autodiegético ou ser apenas uma personagem secundária que relata os acontecimentos - narrador homodiegético. Nestes dois casos, uma vez que o narrador participa na história, a narração é feita na primeira pessoa. Se o narrador não participa na história é considerado um narrador não participante ou ausente - narrador heterodiegético - a narração é feita na terceira pessoa. Para verificarmos esta diferença, deves procurar no texto marcas de primeira  e terceira pessoas respectivamente no discurso do narrador: pronomes, determinantes e formas verbais.


O narrador, quanto à ciência:

O narrador é omnisciente se tem um conhecimento total da história, conseguindo inclusivamente penetrar no íntimo das personagens, dando a conhecer ao leitor os seus pensamentos, a sua vida, os seus sentimentos, etc.. 
Observador se apenas conta aquilo que lhe é permitido contemplar, quer das personagens, quer dos espaços em que elas se inserem.


O narrador, quanto à posição:

O narrador pode ser objectivo, se relata os acontecimentos de uma forma imparcial e distanciada; subjectivo, se ao narrar a história apresenta a sua opinião sobre os factos, julgando, aconselhando, elogiando, censurando, etc..



1 comentário:

Mariana Pereira disse...

O narrador da obra O tesouro de Eça de Queirós é objetivo ou subjetivo?
Bg